Assim é o fundo do mar argentino: a transmissão ao vivo do CONICET de Mar del Plata que está fazendo sucesso em todo o país.

Investigadores do **CONICET**, em colaboração com a fundação internacional **Schmidt Ocean Institute**, trabalham no projeto “**Cañón Submarino de Mar del Plata: Talud Continental IV**”. Uma campanha oceanográfica de grande escala que **permite ver em [vivo o fundo do mar argentino](https://www.youtube.com/watch?v=Fa-iwwxiDr0)**.

Desenvolve-se a **300 quilômetros da costa bonaerense** e desde que iniciou, é um sucesso nas redes e fascina todo o país.

A expedição, que **começou em 23 de julho e se estenderá até o início de agosto**, tem como objetivo explorar ecossistemas profundos do **Atlântico Sul**, estudar a biodiversidade marinha e analisar o impacto da atividade humana em um dos ambientes mais inexplorados do país.

### Tecnologia de ponta: como é desenvolvido o estudo que permite ver o fundo do mar argentino
![La biodiversidad del océano en territorio argentino fascina al país. (Foto: captura video).](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/08/estrella.jpeg.webp)

Pela primeira vez na história da ciência argentina, os pesquisadores contam com equipamentos oceanográficos de última geração.

A campanha é realizada a bordo do navio de pesquisa **Falkor (too)**, de onde é operado o **ROV SuBastian**, um robô submarino controlado à distância que permite capturar **imagens em ultra alta definição** e coletar amostras sem alterar o ambiente marinho.

Graças a essa ferramenta, os cientistas planejam alcançar profundidades próximas a **4000 metros**, onde estudarão a distribuição de espécies em relação a variáveis **ambientais, topográficas e oceanográficas**.

### O local: um ponto chave do Atlântico Sul
O **Cañón Submarino de Mar del Plata** está localizado em frente à província de Buenos Aires, no limite entre as **correntes de Brasil e Malvinas**, dois fluxos oceânicos com características térmicas opostas que formam uma fronteira biogeográfica fundamental para o ecossistema marinho do Atlântico Sul.

Esta zona é **particularmente relevante por sua riqueza em biodiversidade** e por sua vulnerabilidade frente às mudanças climáticas e à ação humana.

Outro dos objetivos da campanha, que **dura 19 dias**, é **detectar o impacto humano nestes ecossistemas vulneráveis**. A exploração **revelou grandes quantidades de lixo e microplásticos no fundo do mar**, principalmente sacolas plásticas e alguns artefatos de pesca.

![Las inéditas imágenes de la biodiversidad marina.](https://noticiasambientales.com/wp-content/uploads/2025/08/pulpo.jpg)

No final, esperam ter uma infinidade de imagens de novas espécies e outras já conhecidas que estudarão durante 10-15 anos.

### Como acompanhar ao vivo a transmissão da expedição
Uma das particularidades mais destacadas da missão é a possibilidade de acompanhá-la em tempo real: as transmissões ao vivo do **canal de [YouTube do](https://www.youtube.com/@SchmidtOcean/videos)** **Schmidt Ocean Institute** já convocam cerca de **24.000 pessoas diariamente**, em média.

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