Coletam 700 toneladas de poluentes em 39 praias do Golfo do México: comunidades denunciam desastre ambiental

Autoridades federais informaram que foram recolhidas 700 toneladas de poluentes em 39 praias do Golfo do México, principalmente em Veracruz e Tamaulipas, após o derramamento de hidrocarbonetos. Estas ações abrangem mais de 480 quilômetros de costa, incluindo ecossistemas sensíveis como manguezais e estuários.

O Plano Nacional de Contingências mobilizou mais de 3.000 elementos, juntamente com 46 embarcações, 45 veículos, sete aeronaves, drones aéreos e submarinos, além de 1.000 metros de barreiras de contenção. Esses recursos permitiram avançar na recuperação do ambiente costeiro e conter a dispersão do hidrocarboneto.

Operações em alto-mar

Na Sonda de Campeche, particularmente no complexo Cantarell, mantêm-se trabalhos de investigação e mitigação com apoio de unidades especializadas e tecnologia de inspeção submarina.

O objetivo é atender o fenômeno desde sua origem e evitar que continue afetando as costas.

Impacto ecológico e social

O derramamento já afeta 630 quilômetros de costa, segundo denúncias de comunidades e organizações da Rede Corredor Recifal do Golfo do México, que qualificaram o evento como um “desastre ambiental”. Foram documentados 51 locais com presença de piche, 42 em Veracruz e 9 em Tabasco, com afetações quilométricas em praias e ecossistemas.

Os primeiros avistamentos foram relatados em 18 de março em Tamiahua, Tuxpan e Cazones, coincidindo com a comemoração da Expropriação Petrolífera no México.

Golfo do México
O Golfo do México enfrenta desafios ambientais.

Supervisão e responsabilidades

A ASEA e a Profepa continuam com ações de supervisão e investigação para determinar a origem do derramamento e proceder conforme a lei contra os responsáveis.

Até agora, as versões oficiais mencionaram possíveis causas como um navio privado, emanações naturais de piche ou um vazamento em Cantarell, mas ainda não foi confirmada a origem.

Debate político e social

O líder parlamentar do PRI, Rubén Moreira Valdez, denunciou que o derramamento constitui uma tragédia ambiental de enormes dimensões e criticou o governo por tentar minimizá-lo. Apresentou um pedido de comparecimento na Câmara dos Deputados para funcionários da Semar, Semarnat, Pemex e Profepa, apontando inconsistências na versão oficial.

O derramamento de hidrocarbonetos no Golfo do México expõe a fragilidade dos ecossistemas costeiros e a necessidade de fortalecer a prevenção, vigilância e transparência na gestão de emergências ambientais.

Embora as autoridades relatem avanços na limpeza e contenção, as comunidades afetadas insistem que o desastre continua se expandindo e exigem respostas claras sobre sua origem e responsáveis.

Compartí esta nota

Últimas notícias

Te pueden interesar
Te pueden interesar

Uma rede de monitoramento transforma a proteção ambiental em Galápagos com a criação de uma “ilha inteligente”

A ilha Floreana, localizada no arquipélago de Galápagos, avança...

A Grande Muralha Verde: 11 países africanos lutam contra a desertificação

Durante quase vinte anos, África tem estado comprometida com...

Mulheres no Marrocos transformam neblina em água potável para 1000 pessoas

No sudoeste de Marrocos, um projeto inovador resolve a...

Fraude do ouro ilegal na Amazônia: representa mais de $3,3 bilhões e representa um risco ambiental

O comércio ilegal de ouro na Amazônia está gerando...