A frota de veículos a nível nacional continua envelhecendo. Foi identificado que, até o final de 2024, a idade média dos carros na Argentina chegou a 14,3 anos, superando o registro de 2023 (14,1 anos). Isso confirma a tendência para a preservação de veículos antigos. Para ilustrar, em 2019, a idade média era de 11,7 anos.
Esses dados são extraídos do recente relatório “Frota de Veículos em Circulação 2024”, publicado pela Associação de Fábricas Argentinas de Componentes (AFAC).

Carros cada vez mais velhos e poluentes
Ao todo, circulam na Argentina 15.552.418 veículos, ou seja, um carro para cada três habitantes. O estudo estima que, para manter a idade média atual, deveriam ser incorporados este ano 1.100.000 veículos novos à frota de veículos. Diante da baixa probabilidade desse cenário, prevê-se que o envelhecimento dos veículos se aprofunde.
“A frota de veículos tem um caráter dual no qual coexistem dois segmentos bem diferenciados de idades médias com uma frota relativamente moderna e outra antiga. A frota em circulação de até 20 anos de idade foi de 11,5 milhões de veículos (em 2023 tinha sido de 11,4 milhões de veículos)”, indica a AFAC no relatório.
O fato de cada vez mais carros antigos circularem nas ruas gera alertas pelo impacto poluente. A utilização de combustíveis fósseis nos carros não apenas libera gases tóxicos na atmosfera; também libera diferentes Gases de Efeito Estufa (GEEs), que são os principais responsáveis pelo aquecimento global.
Segundo a Secretaria de Energia, 13,3% das emissões de GEEs na Argentina são geradas pelo setor de transporte. Metade das emissões é devido aos veículos leves.
Muitos dos modelos antigos não possuem modernos sistemas de tratamento dos gases de escape, emitindo mais poluentes como monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos não queimados (HC).

Carros elétricos aumentam, mas não o suficiente
Os carros eletrificados são uma opção que permite uma maior eficiência energética, reduzindo o consumo de combustível e as emissões. Embora o mercado desses veículos (híbridos e elétricos) tenha aumentado em relação a 2023, ainda não tem uma incidência significativa nos números totais.
O estudo da AFAC revela que os veículos com motorização híbrida (gasolina/elétrico) em 2024 aumentaram sua participação em 69% (em relação ao ano anterior), alcançando 46.657 unidades. Enquanto os veículos com algum tipo de eletrificação passaram de 1.100 para 1.555 unidades. Apesar desses aumentos, representam apenas 0,31% da frota de veículos atual na Argentina.
Segundo a consultoria GIPA, a idade média atual dos veículos na América Latina é de 12,9 anos. No continente, o México é o país com a frota de veículos mais antiga, com uma média de 16 anos.
Concentração de veículos
O relatório da AFAC também mostra os níveis de concentração de veículos nos grandes centros urbanos. 46,7% da frota de veículos de 2024 se concentrou na província de Buenos Aires e CABA. Enquanto as províncias de Córdoba, Santa Fé e Mendoza, juntas, representaram 23,5% da frota total de veículos.



