Com o objetivo de proteger o ambiente urbano e natural, o **Concejo Deliberante de Córdoba** aprovou uma atualização do Código de Convivência Cidadã. A nova normativa aumenta significativamente as **sanções** para aqueles que **contaminem o entorno**, focando em frear **lixões**, **queima de resíduos** e abandono de terrenos.
A iniciativa busca não apenas punir, mas também **prevenir condutas nocivas** que deterioram a paisagem e afetam a saúde pública. Entre os principais objetivos destacam-se a **redução da contaminação**, a **recuperação de espaços degradados** e a promoção de uma gestão responsável dos resíduos.
A normativa estabelece multas que vão desde $525.200 até $42.000.000, dependendo da infração e da magnitude do dano. A penalização mais alta é aplicada aos grandes **geradores de resíduos** que não cumprem os planos de gestão exigidos.
Também está prevista uma severa punição para a queima de folhas, restos de poda e outros resíduos sem medidas de precaução, prática que gera **poluição do ar** e risco de incêndios.

Um fundo para restaurar o que é contaminado
Para canalizar os recursos arrecadados a partir dessas sanções, foi criado o **Fundo de Recuperação Ambiental e Saneamento de Lixões**. O dinheiro será destinado exclusivamente para limpar áreas afetadas, restaurar espaços públicos e realizar campanhas de conscientização.
Este fundo desempenha um papel central na estratégia municipal: garantir que as **sanções** não tenham apenas um efeito punitivo, mas também contribuam diretamente para **reverter o dano causado**.
Por meio de operações de fiscalização e coordenação com organismos como a Defesa Civil, o município busca erradicar práticas ilegais e mudar hábitos enraizados em bairros onde os **lixões informais** se tornaram parte da paisagem diária.
O fortalecimento da normativa também visa fazer com que as empresas assumam sua **responsabilidade ambiental** e que o esforço seja equilibrado entre todos os setores sociais.
Objetivos ambientais da nova ordenança
Essas medidas respondem a uma série de objetivos concretos, entre os quais se destacam:
– **Prevenir e reduzir a contaminação ambiental**. Limitar focos de lixo e queimas descontroladas melhora a qualidade do ar, do solo e da água, reduzindo o impacto na saúde pública.
– **Restaurar espaços urbanos degradados**. Áreas tomadas por resíduos podem ser transformadas em espaços seguros e verdes, gerando benefícios sociais, ecológicos e estéticos.
– **Promover uma cultura de responsabilidade compartilhada**. A normativa incentiva o compromisso cidadão e empresarial na correta gestão dos resíduos.
Além disso, a regulamentação busca antecipar **crises ambientais**, evitar gastos maiores com saúde e limpeza, e avançar em direção a um modelo de cidade mais sustentável. Córdoba se une assim ao grupo de municípios que incorporam a sustentabilidade como um eixo central de sua gestão pública.

Queima de resíduos: um risco que pode ser evitado
Entre as práticas mais prejudiciais para a **saúde ambiental** está a queima descontrolada de resíduos. Essa ação, embora comum em muitos bairros, representa uma ameaça direta tanto para o **ecossistema** quanto para a saúde humana.
A queima de folhas secas, restos de poda, pneus ou resíduos domésticos libera **poluentes atmosféricos** que afetam a qualidade do ar. Entre eles estão partículas finas e compostos tóxicos como dioxinas e furanos, altamente perigosos para as vias respiratórias.
Além disso, as **queimadas em espaços abertos** aumentam o risco de incêndios, especialmente em épocas de seca ou calor extremo. Um pequeno foco pode se propagar rapidamente e afetar residências, pastagens ou **áreas naturais** próximas.
A nova ordenança busca desencorajar essas práticas por meio de sanções exemplares, mas também visa conscientizar sobre a importância do **manejo responsável dos resíduos**. O envolvimento cidadão é fundamental: reduzir, separar e dispor corretamente os resíduos evita **impactos irreversíveis sobre o ambiente**.



