Cresce a defesa do quebracho avô: ambientalistas e empresas de guindastes unem-se contra sua extração em Córdoba.

Em um evento sem precedentes, o quebracho avô aumenta a polêmica, em uma frente comum de empresas de içamento e organizações ambientais de Córdoba se mobilizou com determinação para impedir a extração de um quebracho branco de 284 anos.

Este imponente árvore não é apenas mais um exemplar; o quebracho avô se tornou um poderoso símbolo da biodiversidade e da memória ambiental de Villa Allende.

Apesar de a Prefeitura ter confirmado sua remoção, a resistência cidadã e empresarial ganha uma força inabalável, elevando a defesa deste gigante centenário.

Uma árvore, uma causa: a batalha pelo quebracho avô histórico

O quebracho branco (Aspidosperma quebracho-blanco) é uma espécie nativa da América do Sul, reconhecida por seu enorme valor ecológico e cultural.

Em Villa Allende, Córdoba, um exemplar de 284 anos está no epicentro de uma intensa disputa ambiental. A controvérsia surgiu após a confirmação de sua iminente extração pela Prefeitura, conforme anunciado por Felipe Crespo, Secretário de Governo municipal.

Em resposta a esta decisão, foi lançada uma convocatória cidadã para esta segunda-feira, 7 de julho, com o firme objetivo de proteger a árvore. A comunidade a considera um verdadeiro símbolo da defesa ambiental local.

Os organizadores fizeram um chamado apaixonado à ação, dizendo: “Temos que ser muitos!”, convidando a comunidade a se juntar em massa à causa durante todo o dia.

A mobilização busca demonstrar o forte repúdio à medida e a profunda conexão dos moradores com este patrimônio natural.

Uma frente inédita: empresas e organizações unem forças

A decisão da Prefeitura gerou um contundente repúdio por parte de empresas especializadas em içamento com guindaste, cuja participação seria fundamental para qualquer tentativa de translado da árvore.

Um total de oito empresas do setor comunicaram publicamente sua firme recusa em participar da remoção do quebracho avô.

Entre essas empresas estão Bienczak SRL, GLG Gruas, Gutiérrez Grúas, Grúas Caramello, Grúas Volonté, Grúas MDT e @gruasmartinsa, que emitiram um comunicado conjunto.

Em sua declaração, as empresas foram categóricas: “Não concordamos com tal atrocidade”. Enfatizaram a importância ecológica, científica, educativa, cultural e histórica do quebracho avô, argumentando que sua extração seria uma perda irreparável.

O Engenheiro Sebastián Del Boca, sócio-gerente de @gruas.inglobal, articulou claramente a posição do setor: “Não somos contra o progresso, mas acreditamos que sempre existem alternativas quando pensamos em um bem comum para todos.

Nós não seremos os culpados ou concordamos com tal atrocidade, que atenta contra um exemplar com características de importância ecológica, científica, educativa, cultural e histórica”. Sua declaração destaca um compromisso ético que vai além da mera atividade comercial.

As organizações ambientais que apoiam o acampamento em defesa da árvore expressaram profundo agradecimento pela posição das empresas, reconhecendo o impacto de sua decisão.

As empresas de Guindastes, disseram não!

Manifestaram: “O uso das máquinas é uma responsabilidade e essas sete empresas a assumem a favor da vida”.

Essa aliança entre o setor empresarial e as organizações ambientais representa um ponto de virada na defesa do patrimônio natural.

O inestimável valor do quebracho avô e o risco de sua extração

O quebracho branco é uma espécie que goza de proteção legal em várias jurisdições argentinas devido ao seu imenso valor.

Seu papel ecológico é fundamental: não apenas fornece um habitat vital para diversas espécies de aves e outros animais, mas também contribui significativamente para a regulação do microclima local e é crucial para a conservação do solo, prevenindo a erosão.

A remoção de exemplares tão antigos e enraizados como este quebracho pode ter consequências irreversíveis para a biodiversidade e o patrimônio natural de Villa Allende.

Especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) alertaram que as árvores centenárias são, na prática, insubstituíveis.

Eles destacam que seu transplante raramente garante a sobrevivência a longo prazo, especialmente no caso de espécies de crescimento lento como o quebracho branco.

A comunidade científica e organizações de peso como Vida Silvestre Argentina alertaram repetidamente sobre a perda de serviços ambientais e da memória biocultural que implica a extração desses exemplares históricos, que são verdadeiros monumentos vivos.

Diálogo e alternativas: o caminho para uma convivência sustentável

A atual controvérsia em Villa Allende destaca uma necessidade premente: a de buscar e encontrar alternativas viáveis que permitam compatibilizar o desenvolvimento urbano com a proteção inevitável do pat

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