Durante sua visita oficial ao Brasil, o príncipe William de Gales, herdeiro do trono britânico, anunciou a criação de uma aliança internacional para fortalecer a proteção dos povos indígenas da Amazônia.
O anúncio foi feito no Rio de Janeiro, no âmbito da quarta cúpula global da United for Wildlife, organização fundada pelo próprio príncipe em 2013.
Protect the Protectors: uma rede de apoio urgente
O novo programa, denominado Protect the Protectors, tem como objetivo garantir a segurança dos líderes indígenas e defensores ambientais que enfrentam ameaças por parte de promotores de atividades ilegais como o desmatamento indiscriminado e a mineração ilegal.
A aliança inclui a colaboração de:
- United for Wildlife.
- Fundação Real.
- COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira).
- Fundo Podáali.
- Fundação Rainforest da Noruega (RFN).
- Organização Rewild.
Assistência jurídica e resposta rápida diante de ameaças
A iniciativa contempla:
- Acesso ampliado a assistência legal para comunidades em risco.
- Fundo de resposta de emergência para evacuações urgentes, comunicações seguras, abrigos e ajuda humanitária.
- Melhoria dos sistemas de vigilância e resposta frente à violência nos nove estados da Amazônia brasileira.
“Não podemos gerir nossas florestas enquanto seus protetores vivem com medo”, afirmou o príncipe William diante de mais de 400 representantes de governos, organizações e empresas.

Um modelo inspirado na África
Segundo fontes do Palácio de Kensington, o programa toma como referência o sistema de seguros para guardas florestais africanos anunciado pela United for Wildlife em 2024 na Cidade do Cabo.
A ideia central é trabalhar em parceria com as comunidades locais, fortalecendo os sistemas liderados pelos próprios povos indígenas, considerados guardiões naturais da floresta.
“Para nós o território é sagrado, une o espiritual e o material, e sua defesa é uma missão herdada de nossos ancestrais”, expressaram representantes indígenas durante a cúpula.
Contexto crítico: 1,7 milhões de hectares devastados em 2024
O anúncio chega em um momento alarmante: segundo dados da United for Wildlife, no que vai de 2024 foram devastados mais de 1,7 milhões de hectares de floresta amazônica, principalmente por crimes ambientais.
Este número reforça a urgência de proteger aqueles que defendem a floresta, já que sem eles, a conservação da Amazônia se torna inviável.
Agenda ambiental do príncipe William no Brasil
Durante sua visita, o príncipe também visitou:
- A ilha de Paquetá.
- Manguezais protegidos na Baía de Guanabara, onde conheceu projetos de recuperação ambiental.
Além disso, participará de:
- A gala de entrega dos prêmios Earthshot, dos quais é patrono.
- A Cúpula da COP30 em Belém, onde será debatido o futuro da ação climática global.
Proteger aqueles que protegem
A aliança internacional anunciada pelo príncipe William representa um passo significativo em direção à justiça ambiental e à defesa dos direitos indígenas. Em um contexto de crescente violência e destruição ecológica, cuidar dos protetores da floresta é essencial para preservar os territórios que eles defendem.



