Reflorestamento urbano na Cidade do México: a resposta às temperaturas extremas

México enfrenta temperaturas extremas. O país está passando por uma intensa onda de calor, com temperaturas variando entre 30 e 45°C, afetando desde o norte até o sul.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) do país, o fenômeno é causado por um sistema anticiclônico, elevando as temperaturas em estados como Sinaloa, Jalisco, Michoacán, Oaxaca, Veracruz e Yucatán, inclusive com chuvas e tempestades elétricas em algumas regiões.

Na Cidade do México, a Secretaria de Gestão Integral de Riscos e Proteção Civil (SGIRPC) confirmou que a onda de calor continuará por pelo menos mais alguns dias, com radiação UV alta e céu claro.

O reflorestamento como estratégia climática contra as temperaturas extremas

Diante desse cenário, a organização Naturaleza Sostenible, liderada por Alfredo Carrillo Reyna, está impulsionando um projeto de reflorestamento em massa com o apoio da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) e da Universidad Autónoma Chapingo.

A iniciativa busca:

  • Mitigar o impacto das mudanças climáticas na capital.
  • Compensar o desmatamento, com uma dívida de 100.000 árvores no sul da cidade.
  • Envolvimento da comunidade, com cada árvore sendo apadrinhada por um cidadão.

Cada exemplar está geolocalizado com códigos QR, permitindo um monitoramento constante de seu estado de saúde e crescimento.

Impacto social e ecológico

“Não é apenas o padrinho que cuida da árvore, mas também sua família e amigos. Isso cria uma comunidade responsável”, destacou Carrillo Reyna.

Até o momento, mais de 20.000 árvores foram plantadas, com espécies como ceibas, jacarandás, limões e freixos, e nenhuma delas morreu graças ao compromisso dos cidadãos.

Nesta segunda-feira, seis mexicanos adotaram árvores na colônia Roma e nas próximas semanas Pachuca se juntará, onde 5.000 exemplares serão plantados em uma escola.

Transformação de espaços urbanos

O programa também reabilita terrenos privados com uso de conservação, transformando-os em áreas ecológicas ativas.

Segundo Carrillo, muitas áreas do sul da Cidade do México estavam em risco de se tornarem locais de crime ambiental, por isso instituições como a UNAM e Chapingo ajudaram a transformá-las em espaços verdes funcionais.

Desafios e expansão do projeto

Apesar do impacto positivo, o líder ambiental denunciou a criminalização de ativistas. Em 2025, ele foi preso no Reclusorio Norte por plantar uma árvore, recebendo o apelido de “criminoso das calçadas”.

Mesmo assim, o objetivo continua sendo ambicioso:

  • Reflorestar em massa a Cidade do México.
  • Expandir a iniciativa para telhados verdes, revolucionando a paisagem urbana.

“As temperaturas extremas se intensificam a cada ano. Essas árvores são uma contribuição para mudar o futuro”, concluiu Fernando Martínez, padrinho da iniciativa.

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