Um novo crime de um defensor ambiental abala a Amazônia peruana. A vítima foi o líder indígena Héctor Ramírez Chota. Ele foi assassinado a tiros em 24 de julho na região de Ucayali, ao leste do país.
Diversas organizações denunciam que foi um ataque de retaliação devido ao seu trabalho em defesa da floresta amazônica contra o avanço de atividades ilegais como o narcotráfico e a desflorestação.
Ramírez Chota, de 60 anos, era líder da comunidade nativa San Juan de Uchunya e membro ativo da Federação de Comunidades Nativas do Ucayali e Afluentes (FECONAU).
Nos últimos anos, ele participou de denúncias de invasão de territórios indígenas, desmatamento ilegal e tráfico de terras na região.
Um novo crime e uma longa lista de ataques contra líderes ambientais
A organização Global Witness e outras entidades de direitos humanos têm alertado repetidamente sobre o alto risco que os defensores ambientais da Amazônia enfrentam, especialmente no Peru, Colômbia e Brasil.
O perigo dos defensores ambientais na Amazônia.
De acordo com dados recentes, o Peru é um dos países mais perigosos para os ativistas que lutam pelos direitos da terra e do ambiente.
A FECONAU responsabilizou diretamente o Estado peruano por não garantir a segurança das comunidades indígenas nem agir diante das ameaças enfrentadas por seus líderes. Há muito tempo, a federação exige medidas de proteção urgentes para aqueles que denunciam atividades ilícitas nos territórios amazônicos.
Após o assassinato do defensor ambiental, exigem justiça e proteção
Diversas organizações nacionais e internacionais, como IDL, a Coordenadora Nacional de Direitos Humanos e Amnistia Internacional, exigiram que o crime seja rapidamente investigado e que se proteja as comunidades que continuam expostas a grupos armados, traficantes de terras e redes do narcotráfico.
Também foi solicitado ao Ministério do Interior do Peru e à Promotoria de Crime Organizado que ajam com celeridade. Pediu-se transparência para esclarecer o caso e punir os responsáveis materiais e intelectuais pelo assassinato.
A violência ambiental, uma ameaça crescente na América Latina
Esse novo caso reflete uma problemática estrutural na América Latina, onde líderes indígenas, camponeses e defensores ambientais são assassinados ou perseguidos por proteger os recursos naturais, denunciar interesses econômicos ilegais ou reivindicar direitos territoriais.
Apenas no México, pelo menos 84 defensores do ambiente desde 2016, em possível relação direta com seu incansável trabalho. O número alarmante destaca a profunda dívida que o Estado mexicano mantém com aqueles que arriscam suas vidas para proteger os recursos naturais do país.
A Amazônia, considerada o pulmão verde do planeta, continua sendo palco de violência, desflorestação acelerada e conflitos pelo uso da terra.
A proteção de seus defensores é essencial para a conservação da biodiversidade e o respeito aos povos originários.



