Após o sucesso da primeira transmissão ao vivo do CONICET no fundo do mar, onde uma expedição no cânion submarino de Mar del Plata foi mostrada, agora o organismo retorna com uma nova proposta científica.
Trata-se de outra transmissão da entidade científica nacional, desta vez de uma campanha paleontológica na Patagônia: a Expedição Cretácica I.
A nova transmissão mostrará como 14 pesquisadores do CONICET realizam escavações na província de Río Negro para recuperar os restos de Bonapartenykus ultimus, o dinossauro argentino descoberto em 2024.
A expedição poderá ser vista ao vivo no YouTube ou Instagram entre segunda-feira, 6, e sexta-feira, 10 de outubro, com acompanhamento em tempo real.

Nova transmissão do CONICET: mostram a busca por um dinossauro inédito na Argentina
A equipe liderada por Federico Agnolín, o chefe científico da expedição do Museu Argentino de Ciências Naturais “Bernardino Rivadavia”, retorna ao sítio próximo a General Roca.
Esta área é um dos sítios paleontológicos mais valiosos do país, onde nos últimos anos foram feitas algumas das descobertas mais importantes da Argentina no assunto.
“Vamos voltar a um sítio chave, onde anos atrás foram identificadas pelo menos dez espécies novas de animais ainda não nomeadas, incluindo anfíbios, répteis, mamíferos e um dinossauro carnívoro“, explica Agnolín, chefe científico da Expedição Cretácica I.
Em particular, os cientistas pretendem “continuar o trabalho interrompido durante o último dia da campanha anterior em 2024″.
É que, no ano passado, no mesmo local foi feita uma descoberta histórica: o CONICET encontrou a garra de um dinossauro nunca antes conhecido, batizado como Bonapartenykus ultimus.
“Acreditamos que novos elementos fósseis vão aparecer, descobertas ao vivo e em direto de fósseis de dinossauros“, espera Agnolín.
Por sua vez, Matías Motta, bolsista do CONICET, destaca as particularidades da área sob análise: “É histórico, é uma pedreira que sempre nos deu informações sobre o passado, fósseis que são figurinhas difíceis”.
O que o CONICET busca na Patagônia
Agora, o objetivo da Expedição Cretácica I é “recuperar peças-chave não apenas de um, mas de dois dinossauros carnívoros“.
Nos anos anteriores, explicou Motta, a equipe encontrou garras e ossos da cauda desses exemplares.
Agora, buscam “conhecê-los mais, ver se são espécies novas e entender qual foi o seu valor dentro deste ecossistema“.
Descobertas de fósseis ao vivo e para todos graças à transmissão
De ontem, segunda-feira, 6, até sexta-feira, 10, a campanha será transmitida ao vivo em dois horários diários: das 11h às 12h30 e das 17h às 18h30.
Isto é possível graças à internet via satélite de alta velocidade instalada no acampamento. Isso permite ver como os cientistas extraem fósseis das rochas de forma cirúrgica e interagir com eles em tempo real.
“Há anos queríamos fazer um tipo novo de comunicação científica. Tínhamos pensado em filmar uma campanha ao vivo, mas não tínhamos encontrado os meios nem os modos para fazê-lo”, comenta Agnolín.
No entanto, o pesquisador conta que a campanha Falkor realizada pelo CONICET debaixo d’água os inspirou, com quase 18 milhões de visualizações.



