Quais são as marcas de celebridades menos sustentáveis: um relatório revela seus altos impactos ambientais

Um estudo publicado em fevereiro de 2026 pela empresa de embalagens personalizadas Arka analisou o impacto ambiental das marcas fundadas por celebridades.

O relatório mediu a pegada de carbono de cada empresa tanto por produto vendido quanto por dólar de receita, além de avaliar suas políticas ambientais, certificações e práticas éticas. O resultado foi apresentado em um Índice de Pegada de Carbono (0-100), onde as pontuações mais altas indicam maior dano ambiental.

O contexto é relevante: mais de 55% dos consumidores americanos já verificam se os produtos são ecológicos antes de comprá-los, o que torna a sustentabilidade um fator decisivo de mercado.

The Row: o pior desempenho ambiental

A marca de luxo The Row, fundada por Mary-Kate e Ashley Olsen, lidera a lista como a menos sustentável. Cada peça que vende emite mais de 475 kg de carbono, cerca de dez vezes mais que as marcas de moda tradicionais. Com apenas 22.000 produtos vendidos, a empresa gera mais de 10.000 toneladas de emissões.

O posicionamento de luxo explica parte do problema: a moda de alta gama requer mais recursos e processos intensivos, o que aumenta sua pegada ambiental.

Outras marcas no ranking

  • Béis Travel (Shay Mitchell): ocupa o segundo lugar com 65 kg de emissões por produto. Suas 90.000 unidades vendidas geram cerca de 6.000 toneladas de carbono por ano. Embora afirme ser livre de crueldade animal, carece de certificações e obteve a pontuação mais baixa em sustentabilidade humana.
  • SKIMS (Kim Kardashian): terceira no ranking, mas com a maior emissão total: mais de 136.000 toneladas anuais. Sua escala massiva (20 milhões de produtos vendidos por ano) reduz a pegada por peça a menos de 7 kg, mas multiplica o impacto global.
  • Fenty Beauty (Rihanna): quarta posição, com 4,4 kg de emissões por produto e um total de 83.000 toneladas por ano. Embora a maquiagem geralmente tenha menor pegada que a roupa, a marca apresenta políticas ambientais fracas e carece de certificações externas.
  • Fabletics (Kate Hudson): quinta posição, com 8,8 kg de emissões por produto e mais de 114.000 toneladas anuais. Sua grande escala a torna uma das mais poluentes, apesar de superar em sustentabilidade as anteriores.
marcas de celebridades
As marcas de celebridades são populares, mas o que acontece com sua sustentabilidade?

A exceção: Papatui

A marca de beleza Papatui, de Dwayne Johnson, obteve a pegada de carbono mais baixa do estudo, posicionando-se como a mais sustentável entre as marcas de celebridades.

Reflexão do estudo

O consultor de sustentabilidade da Arka lembrou que a indústria têxtil produz 10% das emissões globais de carbono, mais que todos os voos e envios internacionais juntos. Embora algumas marcas tenham eliminado peles e couros animais, o dano ambiental persiste nas cadeias de suprimento e processos de produção.

O relatório destaca que as celebridades, por sua influência e recursos, deveriam assumir uma responsabilidade ambiental inegociável, apostando em materiais sustentáveis, transparência e práticas éticas.

O ranking mostra que as marcas de luxo e grande escala têm impactos ambientais desproporcionais, enquanto as iniciativas menores e conscientes podem fazer a diferença. A pressão social e a mudança nos hábitos de consumo estão obrigando as celebridades a repensar seus modelos de negócio, em um mercado onde a sustentabilidade já não é opcional.

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