Medida histórica: Panamá interrompe a exportação de tubarões para evitar sua sobreexploração e proteger espécies ameaçadas

Este 2026, o Panamá resolveu proibir indefinidamente a exportação de tubarões e arraias dentro da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

O importante é que esta proibição se aplica à exportação de todos os tubarões e arraias incluídos nos Apêndices de CITES, e não apenas às espécies em perigo de extinção.

A norma, que entrou em vigor com o novo ano, busca prevenir a sobreexploração dessas espécies vulneráveis e garantir sua sobrevivência em ecossistemas marinhos.

Além disso, a cota zero não apenas veta as exportações comerciais de tubarões e arraias, mas também de seus produtos, subprodutos, partes ou derivados.

O objetivo é gerar o tempo necessário para fortalecer a informação científica, os sistemas de monitoramento populacional e os mecanismos de controle e rastreabilidade.

Tiburones

Os detalhes da proibição da exportação de tubarões no Panamá

Segundo informou o Panamá, a proibição se manterá ativa de forma indefinida, até que se completem pesquisas científicas por espécie.

Agora, a nação deverá implementar monitoramentos populacionais e reforçar ações efetivas de rastreabilidade e controle.

Assim o precisou o comunicado oficial divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente do Panamá.

Este acrescenta que o freio à exportação de tubarões e arraias se deve à vulnerabilidade biológica dessas espécies.

Em particular, foi proibido o comércio dos animais incluídos nos três Apêndices de CITES, os quais catalogam as espécies como:

  • Apêndice I: inclui espécies em perigo de extinção, cujo comércio internacional está proibido.
  • Apêndice II: contém espécies que não estão necessariamente em perigo de extinção, mas que poderiam estar se seu comércio não for regulado.
  • Apêndice III: compreende espécies que são objeto de regulação em pelo menos um país e que necessitam da cooperação de outros países para evitar a exploração insustentável.

Para o Panamá, o valor ecológico dos tubarões e arraias nos ecossistemas marinhos justifica a necessidade de assegurar que qualquer uso futuro seja compatível com a conservação.

Un avance histórico para la vida marina: amplian la protección para tiburones y rayas en riesgo global. Foto: WCS Argentina.

Exceções para fins científicos e educativos

A disposição de cota zero excetua unicamente os usos científicos, médicos, educativos e aqueles requeridos para a aplicação da lei, judicial ou forense.

Esses casos deverão cumprir previamente com os processos de autorização formais estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente na sua qualidade de autoridade administrativa de CITES no Panamá.

As exceções permitidas incluem:

  • Pesquisas científicas sobre as espécies
  • Usos médicos autorizados
  • Propósitos educativos
  • Aplicações forenses ou judiciais

A exportação de tubarões com fins comerciais ficou completamente vetada, sem possibilidade de permissões para transações internacionais de caráter lucrativo.

A notificação oficial à CITES e compromisso internacional

O Ministério do Meio Ambiente notificou oficialmente à Secretaria da Convenção e às Partes sobre a implementação desta medida de conservação.

“MiAMBIENTE na sua qualidade de Autoridade Administrativa CITES notificou oficialmente à Secretaria da Convenção e às Partes sobre a implementação desta medida”, acrescentou o comunicado oficial.

Após isso, CITES notificou mundialmente a medida como parte das ações nacionais para a proteção dos recursos marinhos e o manejo responsável de espécies de interesse comercial.

A proibição indefinida da exportação de tubarões representa um passo significativo na conservação marinha regional.

O Panamá se soma assim aos esforços internacionais para proteger espécies ameaçadas e preservar o equilíbrio dos ecossistemas oceânicos.

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