A natureza e o espaço reservam uma surpresa para os amantes da astronomia: o último eclipse solar de 2025, que ocorrerá neste domingo, 21 de setembro. No entanto, os sortudos serão aqueles que vivem sob o céu da Nova Zelândia, da Antártida e do Pacífico Sul.
Desta vez, trata-se de um eclipse solar parcial profundo, onde a lua irá cobrir até 86% do Sol. O curioso é que este evento acontece logo antes do equinócio de setembro, quando o Sol cruza o equador celeste, marcando o início da primavera no hemisfério sul.
Este fenômeno astronômico ocorre quando a Lua oculta o Sol visto da Terra. Para que isso aconteça, o Sol, a Lua e a Terra estão alinhados de forma a coincidir com a Lua nova e indicar que a Lua está próxima do plano da eclíptica.
Além dos eclipses parciais, também existem os totais, onde a luz solar é totalmente ocultada pela Lua; os anulares e os parciais, se apenas uma parte do Sol é tapada.
Eclipse solar parcial. Foto: Unsplash.
Como ocorrem os eclipses parciais?
Os eclipses parciais ocorrem quando a Lua cobre apenas uma parte do disco solar em um eclipse solar, ou quando a sombra da Terra obscurece parcialmente a Lua em um eclipse lunar. Em ambos os casos, o fenômeno não é observado em sua totalidade, mas de maneira parcial a partir da superfície terrestre.
Em um eclipse solar parcial, a Lua se interpõe entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra de forma incompleta. Isso faz com que apenas uma fração do Sol seja ocultada, criando um efeito visual de “mordida” em sua superfície luminosa.
Durante um eclipse lunar parcial, a Terra bloqueia parcialmente a luz solar que chega à Lua. Isso gera um sombreamento progressivo que escurece uma parte de sua superfície, oferecendo um espetáculo visível a olho nu e sem a necessidade de proteção ocular especial.
Eclipse solar parcial. Foto: Unsplash.
Qual é a sua frequência?
Os eclipses parciais não são fenômenos raros, mas sua frequência depende do tipo. Em média, a cada ano ocorrem entre dois e cinco eclipses solares, dos quais a maioria são parciais, embora só sejam visíveis de certas regiões do planeta.
No caso dos eclipses lunares parciais, costumam ocorrer uma ou duas vezes por ano. Sua visibilidade é muito maior do que a dos solares, pois podem ser observados de qualquer lugar da Terra onde a Lua esteja acima do horizonte durante o evento.
Embora ocorram com relativa frequência, nem sempre são perceptíveis para todas as pessoas. Sua observação depende tanto da localização geográfica quanto das condições meteorológicas, o que torna cada eclipse parcial um acontecimento único.



