Um novo estudo classificou as 50 cidades mais propensas ao mofo nos Estados Unidos, utilizando dados climáticos e de habitação. A análise avaliou mais de 200 áreas metropolitanas com seis métricas chave: precipitação anual, umidade relativa, dias com alta umidade, antiguidade das habitações, risco de inundação e exposição a tempestades.
Cada cidade recebeu uma pontuação composta de risco de mofo, mostrando como a combinação de fatores ambientais e estruturais influencia o aparecimento deste problema em interiores.
Principais descobertas
- O sudeste é o epicentro do mofo: 32 das 50 cidades mais afetadas estão nesta região, com umidade relativa superior a 70% e chuvas anuais maiores que 127 cm.
- Casas antigas, maior risco: as construções anteriores a 1980 apresentam 41% mais probabilidade de mofo do que as habitações modernas.
- A chuva é o fator decisivo: as cidades com mais de 127 cm de precipitações anuais registram danos recorrentes por água e maior exposição ao mofo.
- Inundações agravam o problema: as cidades com risco de inundação superior a 7/10 têm 2,3 vezes mais probabilidades de estarem entre as 25 primeiras.
- A umidade prolongada é mais perigosa que eventos isolados: a exposição constante a umidade elevada é o principal desencadeador do mofo, mais do que as inundações pontuais.
Exemplos destacados
- Flórida e Luisiana concentram 15 das 20 cidades principais, com pontuações de risco superiores a 65.
- Boston (n.º 17) e Nova Iorque (n.º 8) mostram altos níveis de mofo devido à antiguidade de suas habitações (62 anos em média).
- Nas 10 cidades mais afetadas, registram-se mais de 190 dias de alta umidade ao ano.

Prevenção e controle
O estudo realizado pela American Home Shield destaca que a prevenção funciona mesmo em zonas de alto risco:
- Manter a umidade interior abaixo de 60% pode reduzir o risco de mofo em até 70%.
- Revisar sótãos e porões após chuvas intensas.
- Limpar calhas e nivelar o solo para evitar acúmulo de água perto dos alicerces.
- Usar desumidificadores e reparar vazamentos rapidamente.
Desafios em habitações novas
Embora as casas modernas contem com melhores barreiras de vapor, os materiais mais porosos como o gesso e o isolamento podem favorecer o crescimento de mofo se a umidade superar 65% durante períodos prolongados. Isso demonstra que o risco não desaparece com a construção recente, mas requer controles regulares.
O estudo confirma que o mofo é um problema estrutural e ambiental que afeta milhões de lares nos EUA, especialmente no sudeste. A combinação de chuvas intensas, alta umidade e habitações antigas cria um cenário de risco elevado. No entanto, as medidas preventivas e a manutenção adequada podem reduzir significativamente a exposição, mesmo nas cidades pior classificadas.



