O INTA desenvolveu o módulo MAPHI M2, um sistema inspirado na experiência de produzir verduras frescas nas bases antárticas argentinas. O que começou como um desafio para reduzir o consumo de enlatados em condições extremas, hoje se projeta como um dispositivo doméstico capaz de revolucionar a produção de verduras nos lares urbanos.
O protótipo está sendo avaliado na Estação Experimental Agropecuária INTA Santa Cruz e permite cultivar verduras de folha, aromáticas e microgreens de maneira automática, ocupando o espaço de um eletrodoméstico comum na cozinha.
Funcionamento do sistema
O MAPHI M2 controla de forma automática:
- Intensidade e duração da luz.
- Nutrição e condutividade elétrica.
- Temperatura ambiente.
- Consumo energético, similar ao de um computador pessoal.
O usuário só precisa baixar o app, escolher a espécie, colocar as sementes pré-semeadas e encher os depósitos de água. O sistema cuida do resto, administrando as variáveis críticas e oferecendo informações em tempo real pelo celular ou computador.
Produção eficiente e flexível
- Ciclos de 10 a 15 dias para obter verduras frescas.
- Possibilidade de consumi-las em estágios iniciais para maior concentração de nutrientes ou esperar pelo crescimento máximo para obter mais volume.
- Alta eficiência no uso do espaço e da água.
- Opção de manejo manual além do automatismo digital.
Design e experiência do usuário
O módulo se integra como um móvel moderno na cozinha, com acabamentos em madeira de lenga, alumínio e aço. Através de um vidro, os usuários podem observar o crescimento das plantas dia a dia, transformando a produção em uma experiência visual e educativa.
Um dos pilares do projeto é que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos prévios de agricultura, possa cultivar em espaços reduzidos. A ideia é simplificar processos complexos e aproximar a experiência de produzir alimentos frescos dentro do lar.

Etapas do projeto
- Design e construção: protótipo desenvolvido no INTA Santa Cruz.
- Software e app: criados por Daniel Laguía e Leonardo González, permitem o automatismo do sistema.
- Plano de negócios e mercado: liderado pelo Dr. Martín Díaz da Universidade Nacional de La Matanza, focado em ajustar design, custos e projeção comercial.
Impacto e projeção
O MAPHI M2 responde à necessidade de alternativas eficientes para produzir alimentos em ambientes urbanos sem espaço para cultivos convencionais. Além disso, vincula a horticultura com ferramentas digitais e inteligência artificial, abrindo a porta para novas formas de consumo responsável e sustentável.
A transferência para empresas interessadas permitirá sua fabricação e distribuição, com o potencial de transformar a maneira como as famílias acessam verduras frescas, reduzindo a dependência de cadeias longas de suprimento e fomentando a autoprodução urbana.
O MAPHI M2 é muito mais que um eletrodoméstico: é o resultado de uma década de pesquisa aplicada na Antártida e adaptada ao lar argentino.
Com tecnologia hidropônica, automação digital e design moderno, este sistema promete democratizar o acesso a alimentos frescos, saudáveis e sustentáveis, integrando a produção hortícola diretamente na vida cotidiana.



