Um total de 31 organizações ambientais e sociais se uniram para formar a Aliança pela Restauração da Natureza em Espanha, com o objetivo de exigir ao Governo a aprovação de um Plano Nacional de Restauração antes de agosto de 2026.
A iniciativa busca cumprir com o Regulamento Europeu sobre Restauração da Natureza e reverter a degradação dos ecossistemas, em um contexto crítico: segundo o MITECO, apenas 9 % dos habitats espanhóis estão em bom estado.
Objetivos da Aliança
As ONGs pretendem colocar a restauração ecológica no centro das políticas públicas estatais. Entre suas prioridades:
- Elaborar um plano sustentado na melhor evidência científica.
- Cumprir com os compromissos europeus: restaurar pelo menos 20 % das superfícies terrestres e marinhas antes de 2030, e avançar para a recuperação total dos ecossistemas degradados até 2050.
- Integrar a restauração nas políticas setoriais e territoriais, incluindo o âmbito marinho.
- Garantir o princípio de não deterioração, evitando que novas ações provoquem danos adicionais.
Medidas propostas
A Aliança propõe ações concretas:
- Campanhas de sensibilização e educação ambiental para fomentar uma cultura de restauração.
- Eliminação de subsídios que fomentam a degradação ambiental.
- Reorientação de recursos públicos para atividades compatíveis com a recuperação ecológica.
- Projetos aplicáveis no terreno que envolvam administrações, comunidades locais e sociedade civil.

Organizações participantes
A plataforma reúne entidades de diversos âmbitos:
- Ambientais e científicas: AEMS Ríos Con Vida, Fundación Global Nature, Fundación Internacional para la Restauración de Ecosistemas (FIRE), Fundación Marilles.
- Sociais e sindicais: CCOO, UGT, Barrios por el Clima.
- Internacionais e de conservação marinha: Oceana, OceanCare, Equilibrio Marino.
- Históricas e de grande alcance: Greenpeace España, WWF, SEO/BirdLife, Ecologistas en Acción, Fridays For Future.
A diversidade de atores reflete um esforço coletivo que abrange desde a defesa de rios e custódia de territórios até a transição ecológica e a ciência do mar.
Riscos da desproteção
O relatório técnico apresentado pelas ONGs adverte que flexibilizar a lei ou atrasar o plano nacional implicaria:
- Desabastecimento hídrico, ao expor geleiras de entulho e áreas periglaciais que fornecem até 30 % da água em anos secos.
- Perda de biodiversidade, afetando até 86 % dos mamíferos argentinos e ecossistemas chave.
- Degradação irreversível, com impactos diretos na saúde ambiental e na resiliência frente às mudanças climáticas.
A criação da Aliança pela Restauração da Natureza responde à urgência de deter a deterioração ambiental na Espanha e cumprir com os compromissos europeus. O coletivo insta o Executivo a aprovar um plano ambicioso, coerente e baseado em ciência, que conecte as políticas nacionais com as realidades locais e garanta melhorias tangíveis no patrimônio natural.



