Colômbia sanciona lei que incorpora as zonas úmidas no sistema de gestão de riscos e mudanças climáticas.

A Ministra do Ambiente da Colômbia, Lena Estrada, comemorou a aprovação da Lei 2469 de 2025, considerando-a um avanço estratégico para a proteção ambiental do país, ao integrar oficialmente os humedais no Sistema Nacional de Gestão de Riscos de Desastres e no Sistema Nacional de Mudanças Climáticas.

A norma estabelece mecanismos para reduzir os riscos associados a eventos extremos, conservar a biodiversidade aquática e aumentar a capacidade de resposta dos territórios aos efeitos do aquecimento global.

“Esta legislação reafirma o compromisso da Colômbia com a conservação de ecossistemas chave, especialmente os humedais, que desempenham um papel vital na segurança hídrica, na resiliência climática e na estabilidade ecológica e econômica do país”, expressou Estrada.

Planejamento territorial, restauração de bacias e soluções baseadas na natureza

A ministra também destacou que a norma promoverá a coordenação de autoridades ambientais urbanas para prevenir intervenções de caráter urbanístico que comprometam a integridade desses ecossistemas diante de ameaças como inundações, movimentos sísmicos ou deslizamentos.

O processo legislativo que deu origem a esta lei foi possível graças a um trabalho técnico conjunto entre o Ministério do Ambiente, institutos de pesquisa, entidades territoriais, comunidades locais e a representante Leyla Marleny Rincón, promotora da iniciativa no Congresso.

ley humedales
Colômbia sanciona uma nova lei a favor dos humedais

A Lei 2469 incorpora os humedais nos instrumentos de ordenamento territorial e propõe medidas concretas para a restauração e gestão sustentável de bacias hidrográficas.

Também promove o desenvolvimento de ferramentas de planejamento que relacionam água, ecossistemas e biodiversidade, fomentando soluções baseadas na natureza (SbN) para a adaptação climática.

A lei propõe critérios diferenciados para humedais permanentes e temporais

A Colômbia possui mais de 25 milhões de hectares de humedais, dos quais 5 milhões são permanentes e requerem ações prioritárias para sua proteção, restauração e conservação.

Os restantes 20 milhões de hectares temporários demandam intervenções voltadas para o manejo da água e a redução de riscos, especialmente em contextos urbanos e rurais vulneráveis.

Além disso, 12 ecossistemas úmidos do país foram reconhecidos como sítios Ramsar, devido à sua importância ecológica, cultural e social em nível internacional.

A normativa busca fortalecer a proteção legal dessas áreas, regular seu uso dentro de marcos urbanísticos e deter os processos de degradação acelerada que ameaçam sua funcionalidade ecológica.

Chamado às entidades territoriais: planejamento responsável e monitoramento permanente

Estrada instou os governos locais a implementar a nova lei com responsabilidade institucional, integrando os humedais em seus planos urbanos, reforçando os sistemas de monitoramento ambiental e garantindo a conservação desses ecossistemas estratégicos para as gerações futuras.

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