O que são os “químicos eternos” e como afetam a saúde

Os PFAS (perfluoroalquilados e polifluoroalquilados) são uma família de aproximadamente 15.000 compostos sintéticos conhecidos como “químicos eternos”, devido à sua resistência à degradação natural. Podem persistir no meio ambiente por milhares de anos.

Onde os PFAS são encontrados?

Graças à sua capacidade de resistir ao calor, água e sujeira, os PFAS tornaram-se um componente chave de vários produtos industriais e de consumo, como:

  • Roupas impermeáveis.
  • Maquiagem resistente à água.
  • Tapetes anti-manchas.
  • Dispositivos médicos.
  • Semicondutores e turbinas eólicas.

No entanto, esses compostos se espalham facilmente através da água e do ar, contaminando ecossistemas e fontes de água potável. Eles foram detectados no sangue humano, cabelo e leite materno, acumulando-se no corpo ao longo do tempo.

Impactos na saúde

Embora apenas algumas variantes de PFAS tenham sido amplamente estudadas, os cientistas têm relacionado esses compostos com diversos problemas de saúde, incluindo:

  • Colesterol elevado.
  • Doenças da tireoide.
  • Alterações hormonais.
  • Diminuição da fertilidade.
  • Certos tipos de câncer.

Apesar dessas preocupações, a regulação dos PFAS continua sendo limitada na União Europeia e nos Estados Unidos, o que tem gerado uma crescente demanda por medidas de controle e eliminação.

A luta por regulamentações mais rígidas

O problema dos PFAS tem despertado preocupação em numerosas cidades e comunidades.

De fato, 98% dos americanos têm níveis detectáveis de PFAS no sangue, e uma parte significativa da água da torneira nos EUA está contaminada.

Métodos de eliminação: são eficazes?

Eliminar os PFAS do meio ambiente é possível, mas os métodos existentes são complexos e caros:

  • Filtração: Captura os PFAS da água, mas não os destrói, transferindo-os para aterros.
  • Incineração: Requer instalações especializadas e é um processo de alto consumo energético.

Em Portsmouth, foram implementadas novas plantas de tratamento de águas subterrâneas e filtros especiais, embora a eficácia ainda seja um desafio.

Regulamentações futuras e proibições na UE

A Agência Europeia de Substâncias e Preparações Químicas está avaliando a possível proibição de mais de 10.000 PFAS, um passo crucial para minimizar seu impacto. Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) retrocedeu na regulamentação nacional, deixando a responsabilidade nas mãos de cada estado.

Atualmente, os fabricantes devem notificar a produção de novos PFAS para sua avaliação, mas em muitos casos, as substâncias proibidas são substituídas por outras igualmente tóxicas, perpetuando o problema.

O debate sobre os PFAS continua em aberto, e a necessidade de regulamentações mais rígidas é urgente. Com novas políticas e tecnologias, espera-se que a contaminação por esses químicos eternos possa ser reduzida progressivamente, protegendo o meio ambiente e a saúde pública.

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