Estado Atual e Transição do ENOS
O fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS) apresenta sinais contundentes de uma transição para condições neutras.
Segundo o relatório de 2 de março de 2026, existe uma probabilidade de 90% de que esta fase se consolide durante o trimestre março-abril-maio 2026.
Após um período sob a influência de La Niña, os indicadores oceânicos e atmosféricos confirmam um enfraquecimento sustentado do resfriamento no oceano Pacífico equatorial.
Comportamento do Oceano e Ventos
-
Temperatura Superficial do Mar (TSM): As anomalias frias perderam intensidade em janeiro e fevereiro. Atualmente, o resfriamento se limita à zona dos 150°O, enquanto que perto da costa sul-americana e a oeste da linha de data observam-se águas mais quentes.
-
Ventos Alísios: Mantêm-se levemente intensificados entre 150°O e 160°E, mas com um vigor muito menor ao dos meses de pico de La Niña, o que favorece o cenário de neutralidade.
-
Nível Subsuperficial: Detectaram-se temperaturas superiores ao normal a oeste dos 140°O. Este núcleo quente começou a ascender à superfície, acelerando o fim da fase fria.
Indicadores Técnicos e Medições
| Indicador | Valor / Estado | Referência Temporal |
| Região Niño 3.4 | -0,6°C | Última medição semanal |
| Região Niño 1+2 | +0,7°C (Anomalia positiva) | Fevereiro 2026 |
| Índice de Oscilação Sul (IOS) | +12 | Em 28 de fevereiro |
| Índice Oceânico de El Niño (ONI) | -1°C | Trimestre Nov-Dez-Jan |
A atividade convectiva (nebulosidade e chuvas) também reflete essa mudança: embora persista um padrão de fase fria, este se encontra em recuo, com maior atividade perto da Austrália, Indonésia e América do Sul.
Perspectivas para o Outono 2026
Os modelos dinâmicos e estatísticos do Serviço Meteorológico Nacional (SMN) projetam que a região Niño 3.4 atingirá anomalias de +0,2°C, um valor representativo da fase neutra.
O encerramento do episódio de La Niña iniciado em 2025 poderia moderar os extremos climáticos típicos dessa fase.
No entanto, os especialistas ressaltam que a neutralidade não implica ausência de riscos, por isso o monitoramento constante é vital para prever variações nas precipitações e temperaturas regionais.




